terça-feira, 29 de maio de 2012

Abaixo o colesterol!

ABAIXO O COLESTEROL!por Dr. Mário Augusto de Moura Pereira (Cardiologista)

Antes de ser um vilão das doenças cardiocirculatórias ateroscleróticas, o colesterol é uma gordura importante na constituição das membranas de todas as células do organismo, além de ser também matéria-prima para a formação de hormônios fabricados nos ovários, testículos e supra-renais. O colesterol é produzido pelas células intestinais, pelo fígado e pequena parte proveniente da dieta. Nas doenças que afectam a produção de colesterol, ele eleva-se no sangue acima de 240 mg/dl, propiciando o aparecimento precoce e acelerado da aterosclerose (ou arteriosclerose) que é a deposição de placas gordurosas nas paredes das artérias, fechando-as progressivamente. Outro factor que influencia o aparecimento dele é a obesidade, sedentarismo e tabagismo. A arteriosclerose e outras consequências são a primeira causa de morte no mundo.

Antes de ser um vilão das doenças cardiocirculatórias ateroscleróticas, o colesterol é uma gordura importante na constituição das membranas de todas as células do organismo, além de ser também matéria-prima para a formação de hormônios fabricados nos ovários, testículos e supra-renais. O colesterol é produzido pelas células intestinais, pelo fígado e pequena parte proveniente da dieta. Nas doenças que afectam a produção de colesterol, ele eleva-se no sangue acima de 240 mg/dl, propiciando o aparecimento precoce e acelerado da aterosclerose (ou arteriosclerose) que é a deposição de placas gordurosas nas paredes das artérias, fechando-as progressivamente. Outro factor que influencia o aparecimento dele é a obesidade, sedentarismo e tabagismo. A arteriosclerose e outras consequências são a primeira causa de morte no mundo.
Sabemos que as gorduras saturadas de origem animal são ricas em colesterol, portanto, deverão ser evitadas de uma forma geral por todos.

Alimentos que elevam o colesterol:

  • Carnes e derivados: carnes gordas, toucinho, frias, salsicha, presunto, salame, mortadela, miúdos (vísceras) e pele de aves.
  • Camarão, lagosta, frutos do mar, conservas de peixe em óleo e gema.
  • Gordura de coco, óleo de dendê e óleo de amendoim.
  • Leite e derivados: leite integral, manteiga, queijos amarelos, creme de leite, chantilly, gelados e iogurtes.
  • Doces: chocolates, cremes, cocadas e doces que levam gema.

As gorduras insaturadas são de origem vegetal, como, óleo de soja, de milho, de girassol, de canela e de oliva. Devem ser ingeridas em quantidades moderadas, visto que todas as gorduras têm teor calórico alto, favorecendo a obesidade e a hipertrigliceridemia.

Alimentos com baixo teor de colesterol:

  • Clara.
  • Margarinas dietéticas.
  • Leites e iogurtes desnatados.
  • Queijo tipo minas, requeijão e tipo cottage.
  • Carnes magras, peixes, frango e peru sem pele.
  • Verduras, legumes e frutas.
  • Raízes: batata, mandioca, mandioquinha, rabanete, beterraba, cenoura etc.
  • Cereais: arroz, feijão, lentilha, soja, grão-de-bico etc.

Na preparação de alimentos evite as frituras, pois a absorção de óleo é grande, além de o óleo sofrer alterações de super aquecimento. Siga uma alimentação baseada em assados, grelhados, cozidos e ensopados.




DICAS PARA AJUDAR A CONTROLAR O COLESTEROL

  • Pesquisas indicam que a cebola ajuda a reduzir o colesterol. Foi constatado em pessoas que ingerem cebola crua com frequência uma redução do colesterol total e um aumento na taxa de colesterol bom.
  • A laranja fornece ao organismo pectina, uma forma de fibra solúvel, que ajuda a reduzir o colesterol no sangue.
  • Estudos confirmam que o alho ajuda a reduzir o nível elevado de colesterol. Comer de 1 a 2 dentes de alho por dia pode diminuir o nível de colesterol em 10%.
  • Alguns cientistas indicam que em grupo de pessoas seguindo dieta com baixo teor de gordura, aqueles que incluíram de 35 a 45 g de farinha de aveia por dia em seu cardápio, tiveram queda de 3% no colesterol total, e um corte de 14% no tipo ruim em apenas 8 semanas.
  • Ingerir mais grãos pode reduzir a taxa de colesterol no sangue — um dos factores de risco, nas doenças do coração. Uma pessoa que ingere 115 g (peso seco) de feijão diariamente, mantendo a mesma ingestão de calorias e gorduras, pode ter uma redução de 19% de colesterol no sangue.
  • A amêndoa, apesar de rica em gordura (monoinsaturada), ajuda na queda do colesterol. Pacientes com uma dieta com pouca gordura tiveram uma queda de 10% na taxa de colesterol, especialmente do tipo ruim, após a ingestão diária de 84 g de amêndoas, no período de 3 semanas.
  • Reduza a ingestão de ácidos graxos saturados e trans para cerca de 10% do total de calorias (cerca de 20 g por dia para mulheres e 22 g para homens). Ácidos graxos saturados e trans (normalmente rotulados nas embalagens como “hidrogenados”) são as principais gorduras encontradas no queijo, carnes, biscoitos, bolos, tortas, chocolate e produtos à base de leite integral e qualquer outra gordura sólida.
  • Tome como hábito comer abacate, pois ajuda a diminuir o colesterol, apesar de ser rico em calorias.
  • Outros alimentos que contribuem para a redução do colesterol são: peixes oleosos, nozes, semente de linhaça, grão de soja e gérmen de trigo.
  • Uma experiência escocesa, feita em 1979 com voluntários saudáveis, mostrou que a ingestão de 200 g de cenoura crua por dia durante 3 semanas reduziu o nível de colesterol no sangue em 11%. O nível subiu com o término da experiência.
  • Farelo de aveia ajuda a manter o nível do colesterol baixo.
  • Pegue 1 quilo de abóbora, bata no liquidificador, com um pouco de água (o suficiente para poder batê-la). Coe por uma peneira bem fina, retirando todo o suco.
  • Tome um copo em jejum durante sete dias. Depois de alguns minutos, tome o café da manhã indicado para o seu caso. Descanse durante sete dias e tome por mais sete.
  • Repita mais uma vez até completar 21 dias. Dizem que é um remédio natural e supereficaz.
  • Descasque uma lima-da-pérsia, bata a casca no liquidificador com um pouco de água e algumas folhas de hortelã. Adoce a gosto e tome o suco gelado. É indicado para a redução do colesterol.

Prontoclínica de Fortaleza: 15 anos de olho na sua saúde e bem estar!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Acidente Vascular Cerebral


 

Definição

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença caracterizada por um déficit neurológico (diminuição da função) decorrente de uma interrupção da circulação cerebral ou de hemorragia. Cerca de 85% dos AVCs são de origem isquêmica e 15% decorrentes de hemorragia cerebral. O AVC está entre as condições médicas mais frequentes, apresentando, nos EUA, uma incidência de 500.000 casos/ano, sendo uma patologia neurológica ameaçadora, responsável por 20% das mortes cardiovasculares, e ocupando o terceiro lugar entre as mortes em países desenvolvidos, depois de doenças cardíacas e câncer.

Causas

Entre os fatores de risco, o principal deles é a idade, havendo clara relação do envelhecimento com o risco de AVC, que começa a se elevar por volta dos 60 anos e dobra a cada década. Outros fatores são hereditariedade, sexo e raça, sendo que o sexo masculino e a raça negra apresentam maior incidência de AVC isquêmico.
Entre os fatores de risco modificáveis, a hipertensão arterial é o principal deles, acarretando um aumento superior a três vezes na incidência de AVC.
Outras doenças que aumentam o risco de o paciente desenvolver AVC incluem diabetes, obesidade e dislipidemia, além de tabagismo e sedentarismo.
A ruptura de um aneurisma cerebral pode ser a causa de um AVC hemorrágico. Na maioria das vezes, o paciente não sabe que tem esta malformação vascular.

Sintomas

Pacientes com AVC isquêmico geralmente referem diminuição ou perda da força muscular e/ou da visão, dificuldade na fala, formigamento em um dos lados do corpo, alterações de memória e tontura. Este quadro é mais frequente em indivíduos mais velhos. Já no AVC hemorrágico, que é mais comum em pessoas mais jovens, além desses mesmos sintomas, também são habituais as queixas de dor de cabeça, náuseas, vômitos e até convulsões, podendo evoluir rapidamente para coma e óbito.

Diagnóstico

O diagnóstico do AVC fundamenta-se em quadro clínico e exame neurológico, complementados por exame de imagem. O estudo mais comumente utilizado na fase aguda é a tomografia computadorizada de crânio, que permite definir o tipo do AVC e a parte do cérebro acometida. A ressonância nuclear magnética também é muito útil para o diagnóstico do AVC.

Tratamento

Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. Somente o especialista poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
Na fase aguda, o tratamento deve ser feito ainda na sala de emergência do hospital e visa a manutenção dos sinais vitais e estabilização do paciente. O tratamento específico com trombolíticos (em casos de AVC isquêmico) e/ou a cirurgia devem ser iniciados o quanto antes para diminuírem o risco de sequela.

Prevenção

Controlar a pressão arterial, o colesterol, o nível de açúcar no sangue, manter o peso ideal, não fumar e praticar atividade física regular são as principais medidas para se prevenir um AVC isquêmico. O AVC hemorrágico em decorrência de ruptura de aneurisma cerebral não tem como ser prevenido.


Editora médica: Dra. Anna Gabriela Fuks (615039RJ)
Jornalista responsável: Roberto Maggessi (31.250 RJ)

quinta-feira, 3 de maio de 2012



Alta temperatura exige cuidados com a saúde

Curtir o verão na praia ou passar o dia no sol da cidade podem se transformar em pesadelos para quem se descuidar da hidratação, alimentação e proteção da pele. Por isso,nós reunimos dicas de especialistas em dermatologia e nutrição, com orientações para manter boa saúde durante a estação mais quente do ano.

Alimentação em casa e na praia

- O principal, quando a gente pensa em alimentação em dias quentes, é a hidratação, ou seja, beber de seis a oito copos de água ao dia. Isso é fundamental principalmente para crianças e idosos e para evitar surtos de diarreia, tão comuns no calor, explica a nutricionista da Unifesp Camila Leonel.
A hidratação, segundo a médica, pode ser bem variada, com muita água, suco, água de coco e chá gelado.

Cuidados com a pele
Aquela regra básica de evitar o sol entre 10h e 17h, considerando o horário de verão, vale ainda mais nestes dias de calor intenso. Segundo o dermatologista Agnaldo Augusto Mirandez, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, “é fundamental também o uso de fotoprotetor com FPS acima de 20”.

Para pessoas com pele mais clara, os cuidados nesta época devem ser redobrados, segundo o dermatologista.

Lembrar de aplicar o protetor solar meia hora antes da exposição e reaplicá-lo a cada duas horas ou após suar ou mergulhar é fundamental. Assim como a vestimenta, roupas e acessórios – chapéus, óculos escuros e guarda-sol – devem ser usados para proteção da pele mesmo entre pessoas de pele negra, ensina o dermatologista.

Mirandez não recomenda, entretanto, o uso de bronzeadores ou aceleradores de bronzeamento na praia.

- É melhor não usar esses produtos, evitando assim manchas, ardor e queimaduras. As opções mais seguras são os bloqueadores, completa.

Para conseguir um bronzeado, o dermatologista indica ingerir alimentos ricos em betacaroteno, como batata doce, cenoura, abóbora, acerola, brócolis, rúcula, beterraba e mamão.

- No organismo, o nutriente forma a vitamina A e reforça a coloração do bronze. Não há quantidade estabelecida oficialmente, mas acredita-se que o equivalente a cinco porções por dia dos alimentos citados sejam suficientes para as necessidades diárias.